Seleção Brasileira: Disciplina é o primeiro fundamento

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“O sonho não é mais honrar uma camisa ou uma nação. Agora o sonho é baseado no acúmulo de luxúria”.

Certa vez, passando sobre o campo da favela, avistei um menino magricelo com a pele queimada pelo sol, não hesitava na hora de correr levando a bola de futebol diretamente pro gol, não importando zagueiros, goleiros, traves e o barro deslizante do campo devido a falta de gramado, o que importava era o momento do gol, alegria de vibrar após fazê-lo, importava mais que respirar ou lembrar que não haveria janta digna quando voltasse pra casa com os pés doloridos. E qual o sonho dele? Vestir o manto verde amarelo. Um dia.

Relatos passados, que não são mais flagrados na boca do povo enquanto vou à padaria. E os assuntos atuais, tratam-se dos próprios brasileiros zombando da seleção canarinho e até mesmo torcendo contra, quando podem até pela Argentina. Decepcionante é a palavra, portanto segue a realidade.

Primeiro: Dinheiro em excesso destrói qualquer ato de esforço para obter sucesso.  E isso praticamente resume a vida de um jogador, se você já está numa categoria de base, foi pro time titular para verem o nível do seu futebol, num rebote fez um gol importante. TEMOS UM NOVO FENÔMENO  QUERO FOTO E DECLARAÇÃO DELE ESTAMPANDO A PRIMEIRA PAGINA DE TODOS OS JORNAIS.

Segundo: Vindo da mesma matéria-prima – dinheiro – a acomodação de sucesso. Quando ganha-se muito dinheiro, quer continuar ganhando muito dinheiro, a partir desse momento, o diferente some, e o jogador fica estagnado jogando somente o básico, some a genialidade, some a raça, fica apenas o normal. Agora o respirar se torna mais importante que o caminho do gol. Além de: Mulheres, Carros e Festas.

Terceiro: Vaidade: Seu futebol arte acabou. Então agora é a hora de continuar na mídia, afinal, precisa que continuem falando de você. E no dia de um jogo importante, você aparece com aquele cabelo malandro, com um sorriso maroto e uma chuteira rosa. A partir desse ponto, em qualquer oportunidade você usará para começar uma moda.

Um jogador assim é convocado para a seleção brasileira, ele esqueceu o que era quando começou não se lembra mais da importância de um gol e a garra de um contra-ataque, afinal ele já atua em um time grande e não precisa da seleção, então ele está ali para “cumprir tabela”. Então, está na hora de um amistoso. Itália. Primeiro tempo de um jogo truncado mas o placar nos favorece com dois gols de vantagem. E até o narrador solta a seguinte piada: “Quer estabelecer um time? Chama a Itália, amigo!”, tudo corre bem, mas o segundo tempo trás surpresas, o maldito empate, e um jogo mal jogado pelos mesmos jogadores. E quando acaba, qual foi a maior preocupação daquele jogador famoso? Gols perdidos? Falhas? Passes errados? Não. Apenas se a gola da camisa continuava levantada.

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Mais alguns fatores que não nos favoreceram: Mudança de técnico na hora errada, resultando em falta de entrosamento. E entrosamento é tudo em um time, principalmente um time novo, tome por  exemplo  o Daniel Alves, jogador do consagrado Barcelona. Não consegue acompanhar o ritmo de jogo, pois seu futebol está num nível acima dos companheiros. E isto é fato, e tudo o que disse aqui não é nenhuma novidade.

Por conseguinte, o futebol apresentado pela Seleção Brasileira chega a ser vergonhoso. É desprezível você trabalhador, que arruma um tempo no escritório para assistir o jogo e se depara com um empate feio tendo como adversário a modesta Rússia. Enquanto não abaixarem a gola da camisa, e ousarem no futebol não terá sucesso, a disciplina vem primeiro. O trabalho deve ser feito, corrigindo os gargalos. Lendas são forjadas a ferro e fogo e não a jornal e mídia. Entrosemos os jogadores e temos a glória. Mas vamos passar uma vergonha em 2014 no próprio país para ver se aprendemos.

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Fotos: Globo Esporte

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