Vida Profissional: Seja nosso escravo ou não te consideraremos Trabalhador!

Vida Profissional

Mídia e Profissão são boas amigas. Uma te cria e a outra te adota.

Durante o inicio da vida assistimos televisão, a família reúne-se na frente da televisão para ver algum programa de auditório ou alguma novela, na hora do noticiário não gostamos porque nossos pais nunca nos mostraram o verdadeiro Jornal, – mas esse é um detalhe que aprendemos a gostar mais pra frente.

Nossa refeição é feita sentado no sofá com o prato sobre uma almofada, e queimando o rosto no calor de uma 50” polegadas. Consumidos por uma tela de sonhos. Na adolescência nos achamos especiais, por algum motivo, alguns gostam de esportes, outros de desenho, outros de dança, teatro e por ai vai. Nenhum sonha em sentar numa cadeira mais de oito horas para beneficio de uma empresa. E a televisão alimenta esse gosto. Mas também mostra que você deve comprar objetos, pois sem eles você nunca se tornará aquela pessoa que almeja.

Com seus dezesseis anos a vida te pede: Sair com amigos, ter objetos tecnológicos, entre outras coisas desnecessárias, mas você é só um novato e não sabe o que acontece, então acha um emprego medíocre para ganhar esse dinheiro e gastar sem pensar apenas para conforto próprio  alias, seus pais o mantem vivo.

Desse momento em diante, o tempo que gastava moldando o seu dom é menor. Suas obras não são mais tão perfeitas, o trabalho te consome. E tudo o que você quer é aquele celular que passou no comercial da Samsung ontem. Ou aquele relógio que estava na propaganda no meio da revista.

Tudo caminha bem ao seu ponto de vista, seus pais falam para você estudar, então entra numa faculdade que “dá dinheiro”, provavelmente uma engenharia qualquer. Agora seu dom é quase escasso, você quase não se lembra dele. Porque alguém te disse que aquilo não o faria rico. E além do mais, você deseja tanto aquele carro que viu no anuncio do jornal (afinal nessa idade você já gosta de ler jornais).

O tempo passa, estudo e trabalho, usando roupas de marca, afinal você tem um trabalho. Chega a hora da formatura, você vai para a colação seus pais ficam orgulhosos, agora você é aceito em nossa sociedade, sente-se e trabalhe!

Seu emprego agora é melhor, você usa gravatas. Você faz projetos e debocha das pessoas que executam ele. Com o tempo arruma uma garota, um filho e finalmente sai da casa dos seus pais. Uma vida boa, mas agora vá trabalhar mais um pouco, faça a empresa progredir para poder comprar aquela Tv Smart.

Agora chega sua vez de ensinar seus filhos ler o jornal, mas eles nada gostam, preferem a tv e você acha fascinante como eles assistem aquilo com sonhos brilhando em seus olhos fixados em uma caixa em cores, imprimindo mentes fracas. E pensa que eles seriam ótimos desenhistas ou cantores, mas num vulto de pensamento cai na realidade e percebe que serão no máximo engravatados como o senhor, agora vá fazer o relatório.

E no ato de digitar o seu relatório no conforto daquela poltrona de couro que acabará de comprar pois estava em promoção, e num fragmento de pensamento, lembra daquele dom que fazia de você feliz e imagina se atualmente você gostaria mais de virar noites criando, ou virar a noite com esse trabalho que te dá o dinheiro mas não te da felicidade ao faze-lo. E percebe que agora é tarde e sonhos só existem na televisão e tem que fazer as compras se não o mercado fecha.

Por conseguinte, você vai levando essa vida. Entre reclamações e stress, até os dias se esgotarem e você não deixar nenhum rastro de felicidade, apenas de que era um trabalhador com ótimas gravatas.

 

*Obs: Não critico, profissionais, a minha unica objeção é fazer o que não gosta só porque consegue mais dinheiro para comprar coisas que não precisam.

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